Por que um especialista?

 

Há duas situações em que o médico especialista é mais indicado:

  • Suspeita de casos iniciais:

Esta é uma situação de diagnóstico difícil. Quando as queixas de memória, tão comuns hoje em dia, são secundárias a um começo de Alzheimer? Esta avaliação requer experiência clínica, tempo adequado para consulta (nossas consultas duram cerca de 1 hora) e aplicação de testes de triagem. Quando necessário, são solicitados exames complementares, como Ressonância Magnética cerebral e avaliação objetiva das funções cognitivas (memória, linguagem, atenção, habilidades visuoespaciais, entre outras).

Existe também o conceito de Comprometimento Cognitivo Leve, em que a pessoa tem problemas objetivos de memória, mas não preenche todos os critérios para doença de Alzheimer, principalmente por se manter independente nas atividades de vida diária.

Esta é a fase ideal de diagnóstico pois permite um tratamento precoce e mudanças de estilo de vida que podem melhorar os sintomas.

  • Casos mais avançados com problemas de comportamento:

Sem dúvida, essa é a situação que mais causa sofrimento à família. Em muitos casos, os pacientes tornam-se agressivos, agitados, com problemas de sono. Também, podem apresentar ideias de perseguição, ansiedade e sintomas depressivos.

Embora o tratamento seja complexo, é possível melhorar, em muito, a qualidade de vida do paciente e da família, com tratamento com medicações e com outras terapias.

É importante que o cuidador também seja avaliado e tratado em relação aos seus próprios sintomas, sobretudo depressivos, que invariavelmente surgem no decorrer do cuidado diário de pacientes com demência.