Doença de Alzheimer

 

A doença de Alzheimer é uma condição clínica cada vez mais frequente em nossa sociedade, sobretudo pelo envelhecimento da população.

Ela se caracteriza pelo estabelecimento lento e progressivo de problemas de memória, atenção, capacidade de tomar decisões, linguagem, habilidades visuoespaciais e também de sintomas psiquiátricos que acabam comprometendo a independência do indivíduo.

Embora haja um grande número de pesquisas visando um tratamento específico, ainda não há cura definitiva, porém, cada vez mais há interesse no diagnóstico precoce por conta de melhor evolução com o tratamento atual e também pela perspectiva de um tratamento efetivo em um futuro próximo.

O tratamento atual tem por objetivo lentificar a progressão da doença, assim como melhorar os sintomas que podem surgir no decorrer do tempo, como problemas de sono, depressão, apatia, agitação, agressividade, entre outros.

Procura-se também melhorar a qualidade de vida da família como um todo, com orientações sobre a doença e como proceder nas diversas situações cotidianas que invariavelmente afetam a todos.

Deve-se ficar atento também à qualidade de vida do cuidador que comumente sofre com a saúde do ente querido e pode desenvolver sintomas depressivos.

Diagnóstico Precoce e Exame da Memória

 

O surgimento das alterações cerebrais que levam à doença de Alzheimer ocorrem bem antes de o indivíduo desenvolver os sintomas cognitivos (esquecimento, dificuldade em tomar decisões, etc.).

Assim, a tendência mundial atualmente é de se avaliar de forma mais precoce possível se o indivíduo tem chance aumentada de desenvolver a doença. Com esse fim, criou-se o conveito de Comprometimento Cognitivo Leve, que engloba pessoas com problemas objetivos de memória ou outras funções cognitivas, sem que isso interfira de forma significativa com suas atividades de vida diárias.

A forma mais adequada de avaliar se a pessoa tem um problema de memória é através de uma entrevista detalhada e cuidadosa, realizada pelo médico especialista, preferencialmente também com o cônjuge ou alguma pessoa próxima.

Essa entrevista inicial deve ser completada com uma avaliação objetiva da memória e de outras funções cognitivas, através de testes e entrevistas estruturadas, em uma ou mais sessões.

Há outros exames complementares que podem e devem ser realizados para um diagnóstico preciso.